O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um encontro na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) nesta segunda-feira (4) e revelou que, se eleito para a Presidência da República, tem o objetivo de retirar cerca de 8 mil militares de cargos comissionados no Governo.

"Vamos ter que tirar. Isso não pode ser motivo de bravata, tem que ser motivo de construção. Porque se a gente fizer bravata, pode não fazer", disse ele. A declaração surgiu enquanto Lula citava desafios que pode enfrentar em uma possível gestão.

A discussão, inclusive, não é recente. Desde o ano passado, o ex-presidente e aliados discutem formas de afastar integrantes das Forças Armadas dos cargos de comissão do Governo.

Ainda na última quarta-feira (29), durante evento na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Lula declarou que o "Exército não serve para política, ele deve servir para proteger a fronteira e o país de ameaças externas". 

CONFIANÇA NAS ELEIÇÕES

Mesmo com as expectativas, Lula voltou a declarar que essa deve ser uma eleição difícil. "Não vai ser fácil, não é uma guerra que está ganha. É uma guerra que a gente pode ganhar", disse sobre a disputa já quase anunciada com o presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Entretanto, também ressaltou que está confiante, assim como esteve em 2002. Além disso, acrescentou que pretende apresentar um programa ao País.

Enquanto isso, no meio das críticas, citou a privatização da Eletrobras e a venda de subsidiárias da Petrobras. Por fim, nesse sentido, também não poupou citações diretas ao teto de gastos, pontuando como medidas de uma possível gestão a redução da dívida pública e instituições das reservas internacionais.

Segundo Lula, a intenção será "colocar o pobre no orçamento", taxando com lucros e dividendos os "ricos" no imposto de renda.