E com uma atuação fraca.

O time francês que havia vencido por 1 a 0, em Paris, até saiu na frente, com outro gol de Mbappé. Mas Benzema marcou três em 17 minutos.

Virada fantástica, emocionante, impressionante, do Real Madrid. 

Mas com uma atuação fraquíssima, assustadora, de Marquinhos, zagueiro titular da seleção brasileira.

O time espanhol está nas quartas de final.

O PSG segue sem conseguir conquistar a Champions. 

E nada do principal jogador de Tite, o mais caro da história, fazer valer os 222 milhões de euros que a família real catariana, dona do PSG, pagou por ele

Quinto fracasso de Neymar na Champions.

Péssimo indício para 2022, ano de Copa do Mundo.

A partida teve um ritmo alucinante.

O estádio Santiago Bernabeu estava com sua torcida alucinante, empolgada, como sempre. Queria empurrar o Real Madrid, que faz uma temporada instável, não despertando a mínima confiança. 

Carlo Ancelotti tratou de aproveitar o ambiente e montou seu time para pressionar os franceses. Mauricio Pochettino havia preparado o PSG sem grande ambição, a não ser explorar os contragolpes em velocidade. Explorando Mbappé, no seu melhor momento. E ainda empolgadíssimo por enfrentar a equipe que deseja atuar, na próxima temporada.

Neymar virou outra vez mero coadjuvante, sem explosão muscular para seus dribles, sem chamar para si o protagonismo das investidas francesas. Se limitava a tentar tabelas e buscar assistências. Pouco demais para um jogador com tanto talento. 

A caminho dos 35 anos, Messi também se limitava a tentar tabelas, chamar a atenção dos marcadores, flutuar do meio para a esquerda. Mas sem as arrancadas históricas que o tornaram o melhor jogador da era moderna.

O pecado do Real Madrid era estudado. Com suas linhas adiantadas, a bola esticada para a velocidade impressionante de Mbappé seria até óbvio demais. E foi o que aconteceu.

Enquanto Kroos e Modric tentavam encontrar espaços para servir Asensio, Benzema e o aflito Vinícius Júnior, o time espanhol aceitava o desafio de corridas de 50 metros, de Mbappé contra Carvajal e Militão. O francês ganhou três vezes. Na terceira, depois de ótimo passe de Neymar, na única ação importante no jogo, Mbappé fuzilou Courtois, que tentou adivinhar o canto e falhou no lance. 

PSG 1 a 0, aos 38 minutos de jogo. 

Estava tudo à feição do time francês. No agregado, 2 a 0. O golpe foi duro, afetou até o ânimo da torcida espanhola.

No segundo tempo, Ancelotti até demorou para agir. Mas aos 11 minutos fez as substituições que eram claras e colocaram fogo no jogo. Tirou Asensio e Kroos. Os trocou pelos ágeis Camavinga e Rodrygo.

Com mais velocidade e opções pela direita também, já que o time espanhol de forma previsível atacava apenas pela esquerda, onde estava Vinícius Júnior, a defesa do PSG começou a falhar. Principalmente Marquinhos, em noite especialmente insegura. O que foi ótimo para Benzema.

Mas o primeiro e terrível erro foi do goleiro italiano Donarumma. Ao receber uma bola recuada, ele demorou para chutá-la para a frente. Permitiu a dividida com Benzema. E ela sobrou para Vinicius Júnior. O brasileiro teve a tranquilidade de encontrar o francês livre para estufar as redes francesas. 1 a 1, aos 15 minutos. 

Começava a derrocada do PSG. 

O time sentiu demais o gol. E a vibração espetacular da torcida. O Real Madrid começou a pressionar cada saída de bola, com seus jogadores empolgadíssimos. E foi assim que Modric desarmou Neymar. Tocou a bola para Vinicius Júnior, que devolveu ao croata, que serviu para Benzema marcar, sem piedade. 2 a 1, Real Madrid, aos 30 minutos. 

O PSG estava entregue. O golpe de misericórdia veio dois minutos depois. Quando Rodrygo lançou Vinícius Júnior, Marquinhos, desesperado, se esticou. E acabou servindo Benzema. O toque foi seco, certeiro. 3 a 1, Real Madrid.

Nada de reação de Neymar, Messi ou Mbappé. O time francês estava abatido. Aceitava a eliminação, diante de um adversário vibrante.

Outra vez, o fracasso domina o PSG.

E o projeto Neymar.

Agora, aos 30 anos, mais uma eliminação na Champions League.

Enquanto o Real Madrid renasceu...